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quinta-feira, março 28, 2013

O PSDB não é mais uma opção: êles também não vêem os mercados


30 de Junho de 2011 às 16:58

Em minha opinião - salvo melhor juízo - creio que a social-democracia esgotou-se no Plano Diretor de Reforma do Estado, de 1995, de Bresser Pereira, e não fêz nada para reformar o sistema financeiro e produtivo para sustentar os Mercados.

Com a reforma do Estado - que é tudo o que os socialistas e sociais-democratas conseguem ver - os Mercados foram esquecidos na ação política do Govêrno e tiveram seus valôres inflacionados pelos custos da reforma do Estado sem os investimentos correspondentes e estão desalinhados com relação aos seus valôres relativos.

Com a taxa de juros estratosférica para garantir o alinhamento dos prêços de produtos e serviços - o que o Mercado teria feito com muito maior eficiência e a custos menores - os Mercados estão desalinhados em relação aos seus valôres relativos e existem Mercados que sofrem com uma taxa de juros alta e outros que acumulam riqueza maior do que seria recomendado pela saúde da economia.

Esta diferença desalinha os Mercados e permite a super-acumulação de uns Mercados e a desvalorização de outros.

Isto é creditado aos capitalistas, que por sua vez não podem fazer nada porque o Govêrno promove a intervenção na economia e gera uma deseconomia em escala, obrigando os prêços a se alinharem por cima - em vista da taxa de juros elevada - e não permitem o investimento em ampliação dos Mercados, o que seria perigoso a uma taxa de juros alta que pode aumentar ainda mais a qualquer momento e matar qualquer investimento feito.

Assim, o Estado Brasileiro fica cada vez mais caro, cada vez menos para investir e cada vez maior pressão sôbre o consumo, que não tem o investimento necessário.

É o círculo vicioso do empobrecimento com altas taxas de crédito e de dependência econômica e tecnológica dos países quaternários.

É o que dá trabalhador querer fazer o trabalho do patrão.

Embora muito do que o PSDB fêz era certo, não era o suficiente, e como os Nacionais-socialistas do PT, os sociais-democratas também não conseguem ver os Mercados e assim, realimentam o círculo vicioso da deseconomia em escala, com as melhores das intenções de ajudar, e aumentando o fôsso que se dispuseram a tapar.

O casamento é industrialista?

Eu não quero propor a poligamia, apenas levanto a questão que as alterações que as sociedades modernas estão sofrendo foram obtidas após ação pró-ativa persistente de grupos organizados que buscam na quebra das regras sociais a quebra da própria sociedade, baseada em propriedade privada e núcleo familiar.

Uma visão revolucionária não aceita a célula familiar ou a propriedade privada e essa serve àquela.

A visão de mundo dos fundamentalistas religiosos - de qualquer crença - se adequa à visão marxista e revolucionária de destruição completa da sociedade "injusta" e "infiel" e a morte de todos os que professam o "capitalismo" e o "cristianismo" é um ponto de honra para os "crentes" proletaristas e muçulmanos.

O que está em jôgo não é um direito de alguém, pois não está em debate uma legislação que reconheça o direito privado de alguém fazer o que quiser, mas vincular o direito privado à ação do Estado que patroniza os direitos individuais "regluamentando-os" de modo a "reconhecer direitos humanos".

Considero que cada pessoa tenha o direito de fazer o que quiser sem ferir o direito de outro ao fazê-lo e que o Estado não deve reconhecer tais direitos, apenas proteger a sociedade para que tais direitos sejam gozados individualmente.

O que deve ser regulamentado é como recompor uma situação em que um direito de alguém interfere no direito de outrem.

Direitos sociais, como a previdência pública, não devem ser objeto de legislação com fim de constranger a liberdade individual. Se uma pessoa declarar que outra depende dela e esta condição é necessária e suficiente para a previdência reconhecer a dependência, então não há o que regulamentar.

Ao Estado cabe reconhecer o direito de cada um de prestar tal declaração e a Previdência aceitar.

Não existe relação homoafetiva assim como não existe relação heteroafetiva porque não é o gênero que propõe a relação de afetividade, é apenas mais um mantra que os comunistas usam para desviar o assunto do verdadeiro motivo da reivindicação: destruir as bases e o tecido social de uma sociedade baseada em um conceito religioso de família e na propriedade privada.

O TST declarar que um empregado usando uniforme de uma empresa onde trabalhe é motivo de processos por perdas e danos morais faz parte da mesma ação pró-ativa que visa a destruir as bases da sociedade baseada em iniciativa e propriedade privadas.

A questão é sutilmente posta como sendo de direitos humanos mas não é, é de propriedade, direitos sociais e decisões individuais que não devem (veriam) interferir na condução do Estado.